Com um título gigantesco que parece piada de light novel — Shinjiteita Nakama-tachi ni Dungeon Okuchi de Korosarekaketa ga Gift “Mugen Gacha” de Level 9999 no Nakama-tachi wo Te ni Irete Moto Party Member to Sekai ni Fukushuu & “Zamaa!” Shimasu! — esse novo anime chega tentando conquistar o público que adora ver protagonistas traídos, humilhados e depois voltando com poderes absurdos pra botar o mundo de joelhos.
Se o nome te cansou só de ler, relaxa: dá pra chamar de My Gift Lvl 9999 Unlimited Gacha, que é bem mais prático.
O que rola na história
A trama gira em torno de Light, um humano que fazia parte de um grupo de aventureiros que pregava a igualdade entre raças. Só que, no melhor estilo “confie em ninguém”, o grupo trai o cara e o deixa pra morrer numa masmorra lá no fim do mundo.
O que eles não contavam é que Light tem um poder meio subestimado chamado Unlimited Gacha — basicamente um sistema de invocação infinita, tipo aqueles gachas de jogo mobile onde você fica torcendo pra sair uma carta SSR. Só que aqui, o cara acaba puxando do nada uma aliada nível 9999 chamada Mei, que o salva e jura lealdade eterna.
Três anos depois, Light tá de volta, agora dono de uma base subterrânea e com um exército de aliados superpoderosos, pronto pra se vingar dos antigos colegas e, quem sabe, do mundo todo. É um daqueles plots de vingança com gosto de “agora é minha vez”, cheio de reviravoltas, magias e, claro, personagens estilosos.
Por que esse anime tá chamando atenção
A mistura de fantasia medieval, gacha, vingança e personagens overpower já é praticamente uma fórmula de sucesso pra quem acompanha o gênero. Quem curte histórias de superação e revanche deve se sentir em casa aqui.
O visual tá bonito — o estúdio J.C.Staff mandou bem na animação e o design de personagens chama atenção logo de cara. As lutas prometem ser bem coreografadas e o contraste entre o mundo da superfície e o “império” subterrâneo de Light dá um toque interessante.
Outro ponto que tem atraído o público é a ideia de humanos sendo uma “raça inferior” nesse universo. Isso cria aquele clima de injustiça que faz a vingança do protagonista parecer ainda mais satisfatória.
Mas nem tudo são flores (ou SSRs)
Claro que quem já viu meia dúzia de animes isekai ou de vingança vai reconhecer vários clichês. O cara traído pelo grupo, o poder secreto que de repente se torna invencível, a equipe de personagens femininas fortes e leais — tudo isso já apareceu por aí.
O risco é o anime acabar se apoiando demais nesses elementos e perder o impacto. Se o roteiro não dosar bem o poder do protagonista, o desafio some e as lutas viram passeio. Além disso, as motivações dos traidores precisam fazer sentido pra não parecer que tudo aconteceu só pra justificar a vingança.
Há também quem reclame que o ritmo da história é meio acelerado — as coisas acontecem rápido, com pouco espaço pra desenvolvimento emocional. Mas isso depende do que você procura: se quer algo mais profundo, pode incomodar; se quer ação e reviravolta, tá de boas.
Então... vale assistir?
Olha, vale sim — principalmente se você curte aquele tipo de anime que não perde tempo e vai direto pra parte da vingança e do poder absurdo. Não é uma obra que vai reinventar o gênero, mas tem todos os ingredientes pra ser um bom entretenimento geek de fim de semana.
Se você é do tipo que gosta de “guilty pleasures” de fantasia, vai curtir ver Light e sua tropa nível 9999 descendo o sarrafo em quem o traiu. Agora, se o seu lance é roteiro denso, drama bem construído e dilemas morais, talvez essa não seja a pedida certa.
O ideal é assistir sem grandes expectativas, deixar o modo crítico de lado e só aproveitar a viagem. Porque, convenhamos, ver um protagonista humilhado voltando triunfante com poderes absurdos é sempre satisfatório — e esse anime parece saber disso muito bem.





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